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    Da pedagogia à andragogia

    Adultos são diferentes. Diferentes, não só entre si, mas também de outras faixas etárias que comumente ensinamos na igreja. Eles são diferentes em sua visão de si mesmo, muito mais consciente das necessidades pessoais e do imediatismo do aprendizado. Contextos educativos para adultos precisam ser psicologicamente, fisicamente e ambientalmente adultos. Isso geralmente leva a métodos que enfatizam a informalidade, as oportunidades de participação e uma relevância imediata do conteúdo.
    Adultos também são diferentes de crianças e jovens em experiências de vida, tendo armazenado uma riqueza de fundo que eles trazem para cada situação de aprendizagem. Isto permite-nos usá-los como recursos, e não apenas informá-los. Isso significa que eles devem ter oportunidades para diagnosticar a sua própria aprendizagem ao invés de sempre ter conteúdo que lhes é imposto.

    Em um modelo pedagógico em sala de aula o professor é o especialista na área do conteúdo e apresenta informações para o aluno que passivamente absorve tudo o que é necessário. Muitos educadores de adultos postularam baseado nos fenômenos de aprendizagem observáveis ​​que os adultos aprendem o que eles consideram importante para eles, e que os adultos precisam ser altamente participativos no processo de aprendizagem.

    Paulo Zabatiero comentando a dimensão dialogal da ação pedagógica, declara:

    "..................
    "A prática pedagógica mais comum que encontramos nas escolas é a do monólogo: o professor fala, os alunos ouvem e aprendem. Professores sabem, por isso ensinam. Estudantes não sabem, por isso aprendem. Nada mais longe da verdade e da prática de Jesus! Ensinar e aprender são atos tanto de mestres quanto de estudantes. Mestres ensinam e aprendem. Estudantes aprendem e ensinam. Isso acontece no diálogo pedagógico, na troca de saberes entre professores e alunos. Analise a posição de Paulo Freire sobre esse tópico e reflita sobre as perguntas a seguir.

    Minha experiência vinha me ensinando que o educando precisa se assumir como tal, mas assumir-se como educando significa reconhecer-se como sujeito que é capaz de conhecer e que quer conhecer em relação com outro sujeito igualmente capaz de conhecer: o educador [...]. No fundo, o que eu quero dizer é que o educando se torna realmente educando quando e na medida em que conhece, ou vai conhecendo os conteúdos, os objetos cognoscíveis, e não na medida em que o educador vai depositando nele a descrição dos objetos, ou dos conteúdos [...]. Mais do que ser educando por causa de uma razão qualquer, o educando precisa tornar-se educando assumindo-se como sujeito cognoscente [que conhece] e não como incidência [objeto] do discurso do educador.

    1. Aos colossenses, Paulo escreveu: “Instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente, em toda a sabedoria” (Cl 3.16). O que esse texto bíblico, junto com o texto de Freire, sugere sobre o papel de alunos e professores na sala de aula? Que exigências o caráter dialogal da ação pedagógica estabelece para você, professor?
    2. Ser educando não é algo automático. Muitos dos nossos alunos não são educandos, mas apenas frequentadores da escola dominical. O que faz do aluno da escola dominical um educando? Como o seu trabalho pedagógico pode ajudar a transformar frequentadores em educandos e educandas?
    3. A ação pedagógica é um diálogo que se torna possível pelos conteúdos estudados, mediado pela realidade em que vivem os dialogantes, ou seja, mestres e estudantes. Assim, como incentivar os alunos a usarem melhor e mais criticamente a revista? Como você e sua classe podem tornar a revista um apoio para o diálogo dentro da sua realidade, e não apenas um conjunto de conteúdos com os quais concordar ou discordar?
    ................."


    Portando, criar uma comunidade no ambiente de aprendizagem que atenda às necessidades relacionais dos adultos e oferecer um lugar seguro para a auto-revelação é fundamental. Planeje tempo informal nas aulas. Permita aos alunos partilharem suas experiências de vida. Reforce a participação com apreciação e validação.

    Zabatiero, Júlio: Novos Caminhos Para a Educação Cristã. Editora Hagnos; São Paulo, 2009; 2010, S. 31


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