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  1. #1
    Valmir Nascimento is offline Valmir Nascimento's Avatar
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    A Didática do Humor


    A DIDÁTICA DO HUMOR

    Utilizando os risos para contagiar os alunos da Escola Dominical

    Por: Valmir Nascimento Milomem Santos



    › Veja Mais: A Didática do Humor

  2. #2
    Cris is offline Cris's Avatar
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    DEUS É GRANDE, USA SEUS VASOS PARA FAZER A SUA OBRA, MANDEI OUTRA MENSAGEM MAS Ñ SEI SE FOI ENVIADA.
    A TUA MENSAGEM FOI DE GRANDE VALOR A MIM!
    "SORRIR É UM GRANDE COMEÇO!" :D
    DEUS ABENÇOE!

  3. #3
    EstrelaVix is offline EstrelaVix's Avatar
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    Que maravilha de texto!
    Que Deus continue te abençoando, e te fazendo benção na vida de tantos de nós!
    Achei interessante também o fato de você colocar a referência no final. Gostei de conhecer o site "profissaomestre". Tem muita riqueza por lá também. Um professor saberá lapidar aquilo e encontrar preciosidades que podem ser utilizadas no meio evangélico.

    Obrigada!

  4. #4
    Roberto is offline Roberto's Avatar
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    re: A Didática do Humor

    Assim como a técnica do giz-falante que postei no tópico http://www.ebd.escoladominical.net/foru ... php?t=1099 que exige a habilidade natural do professor como desenhista, inevitavelmente esta técnica também requer aptidão nata para desenvolvê-la numa aula. Apesar dessa limitação acredito ser muito importante pois o humor nunca foi bem visto nas igrejas, e sendo desenvolvido nos padrões descrito no artigo poderá constituir-se numa poderosa ferramenta no ensino.

  5. #5
    Valmir Nascimento is offline Valmir Nascimento's Avatar
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    Valeu pelos comentários!

  6. #6
    Roberto is offline Roberto's Avatar
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    re: A Didática do Humor

    A edição número 180, de março de 2005 da Revista Nova Escola, nas páginas 60, 61 e 62 trouxe também esse assunto no ensino secular.


    Anedota
         Papagaio Congelado



         Um dia, um sujeito ganhou de presente um papagaio.
         O bicho era uma praga. Não demorou muito,
         logo se espalhou pela casa.
         Atendia telefone.
         Gritava e falava sozinho nas horas mais inesperadas.
         Dava palpite nas conversas dos outros.
         Discutia futebol.
         Fumava charuto.
         Pedia café;, tomava, cuspia, arregalava os olhos, esparramava semente de girassol e coco por todo lado, gargalhava e ainda gritava para o dono de casa: "ô seu doutor, vê se não torra faz favor!".
         Uma noite, a família recebeu uma visita para jantar.
         O papagaio não gostou da cara do visitante e berrou: "vai embora, ratazana!" e começou a falar cada palavrão cabeludo que dava medo.
         Depois que a visita foi embora, o dono da casa foi até
         o poleiro. Estava furioso:
         – Seu mal-educado, sem-vergonha de uma figa!
         Estou cheio! Agora você vai ver o que é bom pra tosse.
         Agarrou o papagaio pelo cangote e atirou dentro da geladeira:
         – Vai passar a noite aí de castigo!
         Depois, fechou a porta e foi dormir.
         No dia seguinte, saiu atrasado para o trabalho e esqueceu o coitado preso na geladeira.
         Só foi lembrar do bicho à noite, quando voltou para casa.
         Foi correndo abrir a geladeira.
         O papagaio saiu trêmulo e cabisbaixo, com cara arrependida, cheio de pó gelado na cabeça.
         Ficou de joelhos.
         Botou as duas asas na cabeça.
         Rezou.
         Disse pelo amor de Deus.
         Reconheceu que estava errado.
         Pediu perdão.
         Disse que nunca mais ia fazer aquilo.
         Jurou que nunca mais ia fazer coisa errada, que nunca mais ia atender
           telefone e interromper conversa, nem xingar nenhuma visita.
         Jurou que nunca mais ia dizer palavrão e nem "vai embora  ratazana".
         Depois, examinando o homem com os olhos arregalados, espiou dentro da geladeira e perguntou:
         Queria saber só uma coisa: o que é que aquele franguinho pelado, deitado ali no prato, fez?
         <font size="1">______________________________ _________________________

           Anedota recontada por Ricardo Azevedo, ilustrada por Michele
    </font></P>[/html]

    Plano de aula
      Anedota é um gênero popular muito rico

     

         Quem nunca deu boas gargalhadas com uma hist&oacute;ria engra&ccedil;ada?
           G&ecirc;nero oral bastante popular, a anedota n&atilde;o tem, de acordo com alguns especialistas, o mesmo prest&iacute;gio que o conto e o romance.
           &quot;Puro preconceito&quot;, afirma Roberta Hernandes Alves, professora de L&iacute;ngua Portuguesa da Escola Nova Louren&ccedil;o Castanho, de S&atilde;o Paulo, e autora do plano de aula elaborado para turmas de 5&ordf; s&eacute;rie. &quot;A anedota tem um estilo despojado e simples, mas que exige elabora&ccedil;&atilde;o. As melhores hist&oacute;rias s&atilde;o as que utilizam recursos como a sutileza e a ironia em sua constru&ccedil;&atilde;o&quot; , explica. </P>
         As anedotas, como todo texto oral ou escrito, revelam valores, cren&ccedil;as e conflitos de uma sociedade. Por que as loiras, os portugueses e os cegos s&atilde;o personagens de muitas anedotas? Temas recorrentes como esses s&atilde;o um gancho para discutir preconceitos com a classe. Depois, mostre a estrutura do discurso oral e escrito que caracteriza a anedota e aproveite o texto de Ricardo Azevedo para rir com a garotada, enquanto desenvolve a leitura, a escrita e a oralidade.</p>
         Como identificar a estrutura de uma piada
         A anedota recontada por Ricardo Azevedo &eacute; bastante t&iacute;pica porque tem como tema o papagaio, ave associada no folclore brasileiro &agrave; esperteza, &agrave; ast&uacute;cia e &agrave; capacidade de livrar-se de situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis. &quot;Ele &eacute; um s&iacute;mbolo do Brasil. Tanto que o pa&iacute;s &eacute; chamado de Terra Papagalli pelos cronistas portugueses que chegaram aqui depois do descobrimento&quot;, lembra Roberta.
         
    Para perceber o ritmo do texto, pe&ccedil;a para os alunos lerem a anedota em voz alta. Ele inicia com informa&ccedil;&otilde;es curtas e diretas sobre o mau comportamento do papagaio; passa ao desrespeito &agrave; visita — o que gera um castigo; para s&oacute; ent&atilde;o chegar &agrave; parte final, em que o protagonista demonstra arrependimento.
         Um bom exerc&iacute;cio de reflex&atilde;o &eacute; questionar onde est&aacute; o humor do texto. Ser&aacute; no castigo atribu&iacute;do ao papagaio?
           Em suas peraltices? Comente que a gra&ccedil;a da anedota de Ricardo Azevedo est&aacute; n&atilde;o apenas no arrependimento do papagaio, em princ&iacute;pio t&atilde;o senhor de si, mas principalmente no fato de ele se comparar a um frango depenado que se encontrava na geladeira. A ave imaginou que o &quot;colega&quot; fizera algo bem mais repreens&iacute;vel do que ele.
         

    Passe, ent&atilde;o para um mapeamento das principais marcas que diferenciam esse g&ecirc;nero dos demais. A anedota &eacute; um g&ecirc;nero oral e popular que tem como objetivo provocar o riso. Seu texto &eacute; constru&iacute;do sempre no passado, com frases curtas e diretas. Caracteriza-se pela apresenta&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o, a narra&ccedil;&atilde;o de um fato e o desfecho. O espa&ccedil;o &eacute;, de forma geral, pouco caracterizado.
           Pe&ccedil;a, ent&atilde;o, para a classe responder &agrave;s seguintes quest&otilde;es com base na leitura de Papagaio congelado:</p>
       
           Qual o tipo de frase utilizada: longa ou curta?
       
           Que efeitos causam no interlocutor?      
           Como &eacute; realizada a caracteriza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o?</p>
           Qual o tempo verbal que predomina no texto? Por qu&ecirc;?</p>
          Qual a ordem das informa&ccedil;&otilde;es e como elas s&atilde;o apresentadas?</p>
         Anedota de qualidade tem final inteligente
         Discuta se esse texto lembra outras anedotas sobre a ave tagarela. Mostre que ele &eacute; parecido, sim, mas que se destaca pela qualidade. O autor n&atilde;o se valeu da repeti&ccedil;&atilde;o de lugares-comuns nem da explora&ccedil;&atilde;o de preconceitos, como os que aparecem nas anedotas sobre mulheres loiras, cegos e sogras. Piadas de qualidade apresentam uma surpresa, n&atilde;o caem no &oacute;bvio e t&ecirc;m final inteligente, o que as diferencia daquelas que s&atilde;o escrachadas. Pergunte a opini&atilde;o dos estudantes sobre as anedotas preconceituosas. Como eles se sentem quando se reconhecem nas narrativas?</p>
         Para enriquecer o repert&oacute;rio da turma apresente autores como Stanislaw Ponte Preta (1923-1968) e Mill&ocirc;r Fernandes. Os dois s&atilde;o mestres nessa arte e suas anedotas se misturam a um outro g&ecirc;nero — a cr&ocirc;nica.
         Que tal a turma criar narrativas engra&ccedil;adas?
         Chegou a hora de explorar a oralidade e a produ&ccedil;&atilde;o de anedotas.
           Pe&ccedil;a para a turma pesquisar algumas com a fam&iacute;lia e lev&aacute;-las para a aula, de cor ou escritas no caderno. Avise que as mais picantes e as que utilizam termos chulos n&atilde;o s&atilde;o bem-vindas. Todos dever&atilde;o contar suas anedotas para os colegas, mas antes d&ecirc; no&ccedil;&otilde;es de uma boa apresenta&ccedil;&atilde;o:
                 estude a anedota antes de contar para n&atilde;o pular etapas e nem se esquecer dos fatos;
           mude a voz de acordo com os personagens, fa&ccedil;a gestos e interaja com os ouvintes para ter certeza de que eles est&atilde;o acompanhando a narra&ccedil;&atilde;o.
         

    O objetivo &eacute; desenvolver a linguagem oral e apontar as diferen&ccedil;as entre a apresenta&ccedil;&atilde;o oral e a leitura. Hoje &eacute; comum o envio de anedotas por e-mail, mas o remetente s&oacute; consegue arrancar o riso do destinat&aacute;rio quando sabe escrever bem. Nesse caso, as ilustra&ccedil;&otilde;es s&atilde;o elementos que ajudam no entendimento.
         
        Pe&ccedil;a que os estudantes criem uma anedota nova ou recriem uma das que foram contadas em classe, invertendo seu sentido original ou quebrando preconceitos e expectativas j&aacute; gastas. O importante &eacute; lembrar &agrave; garotada a necessidade de trabalhar com um humor fino, baseado na sutileza e na ironia. Termine com um divertido festival de anedotas.
       
    Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/edico ... dota.shtml]www.novaescola.com.br

  7. #7
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    Re: re: A Didática do Humor

    Quote Originally Posted by Roberto
     
    HTML Code:
    [b]<font color="#CC0000">[b]Anedota de qualidade tem final inteligente[/b]</font>[/b]
          
    
    Discuta se esse texto lembra outras anedotas sobre a ave tagarela. Mostre que ele &eacute; parecido, sim, mas que se destaca pela qualidade. O autor n&atilde;o se valeu da repeti&ccedil;&atilde;o de lugares-comuns nem da explora&ccedil;&atilde;o de preconceitos, como os que aparecem nas anedotas sobre mulheres loiras, cegos e sogras. Piadas de qualidade apresentam uma surpresa, n&atilde;o caem no &oacute;bvio e t&ecirc;m final inteligente, o que as diferencia daquelas que s&atilde;o escrachadas. Pergunte a opini&atilde;o dos estudantes sobre as anedotas preconceituosas. Como eles se sentem quando se reconhecem nas narrativas?</p>
     
    Destaco dois detalhes nessa matéria:
    O alerta contra piadas preconceituosas;
    Qualidade das piadas (final surpreendente).

  8. #8
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    Muito bom Roberto!!!

  9. #9
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    Re: A Didática do Humor

    Quote Originally Posted by Valmir Nascimento

    A DIDÁTICA DO HUMOR

    Utilizando os risos para contagiar os alunos da Escola Dominical

    Por: Valmir Nascimento Milomem Santos

    Esse artigo postado em 2004 pelo Valmir foi publicado na Revista Ensinador Cristão número 36. Este é o segundo artigo postado pelo Valmir que foi publicado por esse periódico da CPAD. Parabéns Valmir!

    :arrow: viewtopic.php?p=1717#p1717

  10. #10
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    Re: A Didática do Humor

    Irmão Roberto,

    Eu que agradeço pela oportunidade de ter publicado meu artigo aqui no site.

    Em Cristo,

    Valmir

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