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Thread: Jesus na Mídia

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    Jesus na Mídia

    [align=center]JESUS NA MÍDIA

    Por: Valmir Nascimento Milomem Santos
    [fade]Por que uma onda de publicações acerca de Jesus tem invadido a mídia atualmente?[/align][/B][/fade]

    De tempos em tempos a figura de Jesus é visitada pela mídia em geral. Marcada por reportagens, artigos e livros que comprovam essa alegação a mídia em 2004, veiculou diversas matérias que tiveram como objetivo investigar a vida de Jesus Cristo, tanto sob a ótica histórica quando religiosa. Reportagens que não raras vezes apresentaram um Jesus distorcido e diferente daquele narrado nas páginas das Escrituras Sagradas. Redações impregnadas de altas doses de preconceitos e argumentações tendenciosas.

    Qual seria o motivo dessa constante abordagem de Cristo pela mídia secular atualmente? Adriano Silva, diretor de redação da revista Superinteressante, em entrevista à Revista Eletrônica Canal da Imprensa (http://www.canaldaimprenssa.com.br), dá-nos as nuanças dessa resposta, argumentando que “Jesus interessa às pessoas. Quem manda na mídia são seus interlocutores. O dia que os leitores da Super quiserem ler sobre o ciclo de procriação do Ornitorrinco, não terei nada a fazer senão fazer uma senhora reportagem a respeito. Quem escolhe as capas, nas melhores revistas, é o que chamamos de interesse presumido do leitor”.

    De fato, num país em que 99% das pessoas dizem crer em Deus e mais de 80% acreditam na vida eterna e no paraíso, falar de Jesus (contra ou a favor) é garantia de "ibope" na certa. Veja-se o exemplo da própria Superinteressante, a capa de Jesus, de dezembro de 2002, bateu o recorde histórico da revista: 220 mil exemplares em banca. A segunda capa mais vendida na história da Super é a da Bíblia, de julho de 2002, com 162 mil exemplares.

    Quanto mais polêmico o assunto, maior é a quantidade de exemplares vendidos pelas Editoras. Assim, por se tratar de um assunto de alto relevo, envolver susceptibilidade e ter como público alvo todas as classes sociais, a religião e a fé despontam como temas que trazem lucro para as empresas de mídia. Resultando assim, na produção e veiculação de reportagens sensacionalistas e desprovidas da imparcialidade.

    Com a chegada do final de ano e conseqüentemente as festas natalinas, a mídia intensifica essas matérias. Em dezembro de 2004 duas revistas de circulação semanal, trouxeram como tema a figura de Jesus estampada em suas capas. Vejamos:

    Revista Veja e o Jesus histórico

    A edição de 15 de dezembro de 2004 teve como reportagem principal a investigação acerca do Jesus histórico. São 20 páginas do nº de 25 de dezembro de 2002 (p.86-108 e 116- 123). Sob o título geral “O que Ele tem a dizer a você hoje”, trata em três partes separadas das “faces de Jesus” (“O que se sabe a respeito da figura histórica de Jesus” e “A ciência à procura de Cristo”), do “Mestre invisível” (“A mensagem de Cristo influencia a cultura do planeta e as outras religiões”) e da “sobrevivência da fé” (“Por que a religião sobrevive numa época marcada pelo ceticismo?”).

    Assinado por Isabela Boscov o texto fornece uma alta gama de informações, constando pareceres de teólogos, historiadores e arqueólogos. Apesar das nuanças de imparcialidade que constam da matéria, a jornalista comete alguns graves deslizes na sua redação, logo no inicio escreve: “A fé cristã se fortaleceu no decorrer dos últimos vinte séculos não por se constituir em um impecável museu de relíquias capazes de narrar de forma coerente e incontestável a história de Jesus. A fé cristã se enriqueceu da adversidade e construiu uma vigorosa verdade teológica apesar das falhas gritantes dos registros históricos sobre o homem que mandou o apóstolo Pedro construir a sua Igreja”.

    A reportagem enfoca o debate acerca da existência de Jesus Cristo, buscado verificar se o Nazareno realmente existiu e quais as bases histórias e científicas que comprovam isso. Sobre isso o Pastor Fernando Fernandes diz que “Não basta conhecer a história; é necessário aceitar a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas”. Segundo ele “é preciso esclarecer que Jesus veio ao mundo para morrer pelos nossos pecados. O nome Jesus quer dizer isso; Deus é salvação. Jesus sofreu por nós e morreu na cruz para que tenhamos o perdão dos nossos pecados e para que pudéssemos viver de forma bem diferente deste padrão de vida egocêntrico, desregrado e hedonista que nos impõe a sociedade. Jesus não é apenas o menino do Natal; é a maior e a mais objetiva expressão do amor de Deus para conosco. Você e qualquer pessoa que deseja se aproximar de Jesus e ter com ele experiência de fé significativa e transformadora precisa entender isso, ampliando, assim, a sua visão sobre Jesus Cristo e passando a identificá-lo como o Cristo de Deus”.


    Revista Época e o Código da Vinci

    A última publicação do ano acerca de Jesus ficou por conta da revista Época que trouxe como capa da sua edição de 20 de dezembro de 2004 o titulo “A companheira de Jesus” “Discípula ou amante, apóstola ou esposa?” cujo objetivo analisar o livro “O Código da Vinci” do escritor americano Dan Brown, um romance policial que já vendeu 15 milhões de exemplares, 400 mil só no Brasil (dados da Revista Época), o qual traz no seu enredo uma trama fictício onde um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo.

    Brow afirma revelar um segredo secular quando explica algumas imagens pintadas nos quadros do famoso pintor Leonardo da Vinci. Uma das ditas revelações, por sinal obtusa, é a do quadro da última ceia, da qual Jesus participou com 12 discípulos, segundo o autor, o pintor deixou vários enigmas a serem desvendados, como Jesus de mãos dadas com o apóstolo João, que por ser considerado o mais delicado e amável de seus seguidores, seria amante de Jesus. Ele afirma ainda que João, na verdade, era Maria Madalena.

    Após o lançamento da obra, o professor e pesquisador de estudos do Novo Testamento nos Seminário Teológico de Dallas, no estado americano do Texas, Darrell L. Bock passou a ser procurado por vários estudiosos e amigos, que pediam a ele respostas racionais para as revelações do livro. Daí então, surgiu a idéia de escrever Decodificando Da Vinci, livro que tem o objetivo de separar o que é verdade e o que é ficção da obra original. Enquanto isso a editora evangélica A D Santos publicou, no Brasil, o livro Desmascarando o código da Vinci, dos autores americanos James L. Garlow e Peter Jones. Ainda os livros Revelando o Código da Vinci de Matin Lunn e A Fraude do Código da Vinci de Erwin Lutzer pela Editora Vida foram publicados para desmascarar a farsa contida no best-seller de Brown.
    Comentando o assunto, o Dr. Ed Wilson “não há nada no registro bíblico sobre a Última Ceia que indique a presença de mulheres nessa refeição. Também não há qualquer indicação nos Evangelhos bíblicos de que os discípulos guardaram o cálice de Cristo, pedaços da cruz ou quaisquer outras relíquias religiosas. Não é o cálice no qual Jesus bebeu que nos salva, tampouco lascas da cruz onde Ele morreu. O sangue que Ele derramou naquela cruz, simbolizado pelo cálice, é a verdadeira base para nossa salvação”.
    Não bastasse as argumentações trazidas por Ed. Wilson, deve se verificar ainda se Da Vinci tinha a legitimidade para deixar algum tipo de ‘código’ para que fosse decifrado. Mesmo se o tivesse deixado, de nada valeria diante das verdades bíblicas e históricas acerca de Cristo. Dan Brown, assim como muitas revistas que abordam a vida de Jesus, traz um tema polêmico cujo objetivo é chamar a atenção dos eleitores e com isso multiplicar as cifras dos lucros.

    Diante da crescente onda de publicações sobre fé, religião e Jesus Cristo, compete ao cristão analisar com diligência as informações que lhes sãos repassadas, e como disse Paulo “Examinar tudo e reter o bem”. I Tes. 5:21.

    Valmir Nascimento Milomem Santos
    Advogado e educador cristão


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