Ao longo de dezessete séculos de história da igreja, lemos que nenhuma agência foi projetada especialmente para atender às necessidades espirituais das crianças. Então em 1780 veio a Escola Dominical, primeiro na Inglaterra, e depois no mundo cristão em geral. Foi um esforço organizado para ensinar a Bíblia às crianças. Escolas dominicais surgiram em resposta a uma necessidade geral e de instrução bíblica. Elas começaram de forma independente das igrejas que se opunham a elas alegando desvio do Dia do Senhor e da inutilidade de ensinar crianças pobres. As primeiras escolas dominicais de Robert Raikes visavam trazer conhecimentos básicos para os limpadores de chaminés e privadas em Alley Sooty como também trazer-lhes a salvação. Ele montou sua primeira escola dominical na cozinha da Sra. Meredith. Pagava-lhe para ensiná-los e depois a outros empregados. Mas a Escola Dominical estava "fora" da igreja, e poucos clérigos lhe deram incentivo. Entre aquelas que fizeram estavam John Wesley e William Fox. Ambos deram endosso a Raikes, mesmo antes que Raikes revelasse ao público o que vinha acontecendo nas cozinhas de Gloucester por quase três anos. O movimento floresceu. As Escolas dominicais se multiplicaram. Os Wesleys exortaram todas as igrejas Metodista a instituirem uma escola dominical. Outras denominações foram mais lentas em responder, e foi por volta de antes de 1900 que as escolas dominicais tiveram aceitação geral denominacional. Até o momento da morte Raikes, em 1811, havia quase meio milhão de crianças matriculadas nas Escolas Dominicais. William Fox fundou a Sunday School Society em Londres, em 1785, e, apoiado por vários amigos ricos, ele começou a espalhar a idéia.


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