Detalhes do produto
Como empreender um projeto de fé bem-sucedido
“Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16.15).
Ainda hoje a ordem expressa por Jesus continua ecoando na mente de seus servos. Em obediência a esse mandamento, devemos mudar o “não é possível” por “tudo posso em Cristo”.
De maneira prática, Sonhando os sonhos de Deus conduzirá os leitores a acompanhar passo a passo o caminho trilhado pela obra missionária. “Quero estimulá-lo a buscar a Deus intensamente”, diz o autor, “a fim de participar de projetos missionários, seja para ir seja para enviar outros”. Você aceita esse desafio?
“O ministério de Alejandro Rodríguez tem impactado a Argentina e o trabalho missionário que realiza produz incontáveis frutos. O Senhor lhe tem dado uma mensagem profunda e capaz de inspirar outros líderes. Recomendo enfaticamente a leitura deste livro.”
Claudio Freidzon, avivalista argentino e escritor de vários livros. “Pioneiro na capacidade de mobilização de cristãos latino-americanos em missões transculturais, Alejandro Rodríguez tem um ministério reconhecidamente cheio do poder do Espírito Santo.” Dean Sherman, respeitado como professor bíblico para líderes em mais de 40 países.
Autor
Alejandro Rodríguez é diretor da JOCUM, Argentina. É reconhecido e respeitado em diversas partes do mundo por seu ministério na área de missões. Vive atualmente em Buenos Aires, Argentina, com sua esposa, Marta, e seus filhos, Diego e Paula.
Especificações do produto
Há alguns anos, encontrei em Madrid a família Quilapan, com a qual eu havia trabalhado durante vários anos em nosso Centro de Juventude com uma Missão (JOCUM), em Buenos Aires. Eles estavam de partida para a África central, onde atuariam como missionários, e eu, voltando de Marrocos, aguardava o vôo de conexão para Buenos Aires.
Sentia-me duplamente feliz: experimentava uma grande alegria por ter encontrado essa família tão querida num lugar desconhecido para ambos e, ainda, comemorava o iminente término de meus 25 longos dias de viagem. Em poucas horas não só estaria de volta à Argentina como levava no bolso 363 dólares, que, é claro, já possuíam destino tão-logo chegasse em casa.
Em meio a uma afetuosa conversa com aqueles amigos, perguntei-lhes quanto tempo ficariam em Madrid. — Até que o Senhor providencie o dinheiro que nos falta para as passagens — responderam. Ao que respondi: — Quero voltar à Argentina tranqüilo por saber que vocês possuem o dinheiro necessário para comprar as passagens rumo à África. Vamos jejuar, orar, iniciar uma guerra espiritual, pedir ajuda a algum pastor amigo aqui da Espanha, vamos fazer alguma coisa. E continuei: — Quanto lhes falta? Imediatamente se puseram a fazer alguns cálculos e, para minha surpresa, disseram: — Precisamos de 360 dólares para chegar a nossa terra prometida. Lembrei-me de imediato do dinheiro que eu levava no bolso. “Ah, não!”, pensei. Depois de vacilar alguns segundos, comecei a rir e lhes disse: — Não precisamos jejuar, nem começar nenhuma guerra espiritual, nem falar com ninguém. Agora entendo porque carrego no bolso estes 363 dólares.
Deus queria honrar a fé da família Quilapan. Eles tinham se esforçado muito na Argentina a fim de reunir o dinheiro para seu projeto missionário, mas ainda assim não fora suficiente. Apesar disso, não desanimaram. Com o que tinham em mãos, com seus pães e peixes, embarcaram rumo à Espanha. Eles acreditavam que esse era um “sonho de Deus” para suas vidas, também sonhado por eles! Eles ainda atuam como missionários na África central, onde iniciaram pontos de formação cristã, refeitórios infantis, uma escola de ensino fundamental, entre outros projetos. Seriam necessários vários capítulos para falar mais destes “sonhadores”!
Ao chegar a Buenos Aires de minha longa travessia, com os últimos três pesos no bolso, encontrei minha querida esposa Marta a minha espera. Ela estava tão feliz com a minha chegada que não teve a precaução de trazer a carteira. “Meu amor”, me disse, “não trouxe dinheiro e temos de pagar três pesos de estacionamento. O que vamos fazer?”.
Então me lembrei mais uma vez do dinheiro que carregava no bolso e, sorrindo, respondi: “Não se preocupe, meu amor, o Senhor tem tudo sob controle! Aqui estão os últimos três pesos”. Assim é nosso Deus: detalhista, perfeito. Nunca chega atrasado!
Sem dúvida, alguns censuraram a família Quilapan por ter saído da Argentina sem possuir todos os recursos necessários, por ser imprudente ou impaciente, por não ter esperado que as circunstâncias fossem favoráveis à viagem. Entretanto, a diferença é que a família estabeleceu e fundamentou suas decisões na Palavra de Deus, e não em hipóteses pessoais.
Os sonhos se comprovam por meio de “processos temporais”. José, o personagem bíblico, passou por diversas provações durante muitos anos de sua vida antes que fosse nomeado governador do Egito. Seus irmãos o menosprezaram, repeliram e o jogaram num poço para que morresse. Os mercadores o compraram e o venderam a Potifar, que mandou aprisioná-lo injustamente, apesar de tê-lo servido por vários anos. Experimentou perigos de morte, sofrimentos, aflições e outras provações antes de chegar ao trono. Todos os que sonhem os “sonhos de Deus” serão alvo de críticas. Assim como José o foi por seus irmãos:
“Lá vem aquele sonhador!”, diziam uns aos outros. “É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus sonhos” (Gn 37.19,20).
Quando vivemos de acordo com os sonhos de Deus, não apenas somos censurados, mas o próprio Diabo quer destruir-nos. Às vezes, parece que algumas pessoas também têm o mesmo desejo. Ficam na expectativa de nosso fracasso, de nossos erros, esperando que tudo nos vá mal, que nos endividemos.