Violência contra mulher praticada por parceiro íntimo e o caso da iraniana Sakineh

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Declaração Universal dos Direitos Humanos
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. … Toda pessoa tem direito à vida, liberdade e segurança pessoal. … Ninguém será submetido a tortura ou a tratamentos cruéis, desumanos ou a punições degradantes.

A violência doméstica ou violência familiar são os termos legais para maus-tratos físicos, abuso infantil, abuso de idosos, ou qualquer outra relação fisicamente abusiva dentro da casa ou família. A violência contra mulher praticada por parceiro íntimo se refere a um padrão de comportamento violento e coercivo exercido por um adulto em um relacionamento íntimo com o cônjuge. A violência praticada por parceiro íntimo não é uma questão de “problemas conjugais”, “diferenças irreconciliáveis​​” ou “resolução de conflitos.” Esse tipo de abuso afeta toda a família, mina o valor do outro, procura dominar o outro e aumenta em intensidade e frequência. Está presente em todos os níveis da sociedade: racial, religioso, geográfico e econômico.

Os líderes espirituais, familiares e amigos precisam ser sensíveis quando informados de maus-tratos. Qualquer tipo de violência nunca deve ser tolerada nem oculta sob a capa de “submissão piedosa.” O Deus da Bíblia é o nosso Deus de refúgio … um reduto de apoio e defesa contra a violência. “Deus é o meu rochedo, e nele confiarei; o meu escudo, e a força de minha salvação, e o meu alto retiro, e o meu refúgio. Ó meu Salvador, de violência me salvaste.” (2 Samuel 22:3).

No Brasil os índices de violência praticada contra mulher por parceiro íntimo são alarmantes, inclusive dentro da própria igreja. Evidentemente há uma maneira certa de abordar o assunto. No livro de Sérgio Andrade e Aileen Silva Carroll, aponta caminhos para a capacitação das igrejas para acompanharem bíblica e pastoralmente pessoas que sofrem violência e pessoas que usam a violência.

Até quando?

As igrejas podem educar seus membros com o livro “Até quando? O cuidado pastoral em contexto de violência contra a mulher praticada por parceiro íntimo”, de Sérgio Andrade e Aileen Silva Carroll, em contexto de Escola Bíblica Dominical, adotando o livro como lições.

O comportamento abusivo pode ser agressivo ou passivo, físico ou psicológico, direto ou indireto.
Quais são os diferentes tipos de abuso?

Abuso verbal é o uso de palavras ou tom de voz em uma tentativa de controlar ou ferir outra pessoa ou para destruir a auto-estima. Abuso verbal pode ser tão devastador quanto o abuso físico dentro de um casamento, é um destruidor do respeito, confiança e intimidade.

Abuso emocional
Apesar de todas as formas de maus-tratos serem emocionalmente abusivos, certos comportamentos podem ser claramente rotulados como um comportamento emocionalmente abusivo se encaixam em uma das duas categorias “abuso emocional.”: Passivo ou agressivo.

abuso emocional passivo é caracterizada por:
– Retenção de apoio emocional
– Retenção de informações importantes
– Retenção de dinheiro e acesso ao talão de cheques
– Não dar a devida atenção ou elogios
– Não ouvir ou responder
– Não ter uma parte equitativa das responsabilidades
– Não respeitar os seus direitos, opiniões ou sentimentos
– Ficar zangado e taciturno
– Utilizar o “tratamento silencioso”
– Optar por ser irritável
– Manipular as crianças
– Negligenciar reuniões importantes de família
– Na falta em voltar para casa em um tempo razoável
– Recusando-se a ajudar com as crianças ou afazeres doméstico
– Recusando-se contribuir para superar um vício (drogas, álcool, sexo, jogo)
– Recusando-se a expressar sentimentos verdadeiros
– Recusando-se a sair quando perguntado
– Manter armas, a fim de assustá-lo

abuso emocional agressivo é caracterizado por:
– Isolar-lo de sua família e amigos
– Não lhe permite ter qualquer parte em decisões importantes
– Precipitar sua tomada de decisão por meio de intimidação
– Linguagem corporal ou olhar intimidador
– Escondendo as chaves do carro como meio de controle
– Quebrar promessas ou não cumprir acordos
– Fazer gestos ameaçadores
– Condução imprudente para instilar o medo
– Excesso de ciúme e desconfiança
– Proibir o sono
– Danos a itens preciosos
– Raiva excessiva
– Inspecionando continuamente você
– Interferir no seu trabalho
– Monitoramento suas chamadas de telefone
– Fazer chamadas indesejadas ou visitas
– Segui-la ou espioná-la

Abuso físico / Violência - O abuso físico envolve a utilização de qualquer tamanho, força, ou a presença para controlar ou ferir alguém. Muitas vezes começam com ameaças verbais de ameaça física “Você vai desejar nunca ter nascido.” – o abuso verbal aumenta para o abuso físico.

Abuso Sexual / Violência – Muitos acreditam que uma mulher deve ser submissa a todos os desejos do marido, muitas mulheres casadas sofrem abuso sexual, sem perceber. O abuso sexual e / ou violência inclui:
• atitudes e tratamento sexualmente degradantes
• discriminação baseada no gênero
• Retenção de intimidade sexual e romance
• acusações injustas de casos extraconjugais
• flerte com pessoas do sexo oposto
• Ameaça de sexo forçado
• sexo forçado (estupro de companheiro)
• Sodomia
• gestos obscenos
• A homossexualidade
• Adultério
• participação forçada em atos sexuais perversos
• Usando os objetos em partes sexuais
• participação forçada em pornografia
• atos sexuais coagidos com outras pessoas para o entretenimento

Independentemente do método, todos os comportamentos abusivos vem de um coração endurecido com o desejo de punir, coagir e controlar. Embora o agressor trate seu companheiro injustamente, ele o culpa pela violência. Nunca é culpa dele: “Antes, no coração forjais iniqüidades; sobre a terra fazeis pesar a violência das vossas mãos.” Salmos 58:2.

Esse é o mesmo tipo de violência do caso da iraniana Sakineh, não praticado por um parceiro íntimo mas, o abusador é um estado islâmico que deseja punir, coagir e controlar Sakineh pelo simples fato de ser mulher haja visto que, o susposto amante de Sakineh jamais foi mencionado nesse caso. A desastrosa diplomacia do ex-presidente Lula apoiou incondicionalmente esse tipo de violência contra a mulher, sendo que agora, a política de direitos humanos paresse que toma outra direção sob a batuta de Dilma Rouseff.

Uma vez que uma em cada três mulheres são vítimas de violência doméstica, você provavelmente conhece alguém que seja ou tenha sido abusada. Ela poderia ser a sua médica ou dentista, sua secretária ou irmã, sua esteticista ou patroa … ou sua melhor amiga. O abusador pode ser um pregador do Evangelho ou o carteiro, o vendedor ou o filho, o seu corretor … ou seu melhor amigo, até mesmo um estado islâmico.
Raramente sabemos o que acontece a portas fechadas. Mas Deus vê tudo e sabe a dor dentro de cada coração.

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2 respostas a Violência contra mulher praticada por parceiro íntimo e o caso da iraniana Sakineh

  1. Maria Aparecida Ornelos disse:

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    Minha monografia do curso de Teologia é sobre violência contra a mulher, preciso de referencial este livro parece ser o ideal. Onde e como posso adquiri-lo? Por favor. Já procurei e não encontro. Obrigada

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