ONG holandesa oferece abortivo

Por causa do vírus zika, Women on Web recebe três vezes mais e- mails

Desde que lançou no início do mês uma campanha para enviar gratuitamente comprimidos abortivos para grávidas contaminadas com o vírus zika em países da América do Sul, a organização holandesa Women on Web viu triplicar a quantidade de e- mails pedindo ajuda e informações. Além do Brasil, a ONG vem recebendo mensagens de lugares como Colômbia, Bolívia, Venezuela, Argentina, Honduras, El Salvador, Panamá, Haiti, República Dominicana e México.
Segundo a ONG, ainda não é possível afirmar quantas brasileiras efetivamente contaminadas já solicitaram e receberam o medicamento, mas o crescimento do número de mensagens dá uma dimensão do problema nos países onde a interrupção de gestação é proibida ou sofre restrições. Em média, a entidade recebe cerca de dez mil e- mails em português por ano. Em espanhol são outros dez mil.

Diante dos casos de bebês com microcefalia associada ao vírus zika, a ONG decidiu oferecer medicamentos abortivos a grávidas com a doença. As interessadas precisam preencher um questionário on- line e enviar os exames comprovando a contaminação. As que se encaixam no perfil ( com até nove semanas de gestação) recebem pelos Correios o envelope com comprimidos de mifepristona e misoprostol ( substância do Cytotec, medicamento para úlcera proibido no país e usado clandestinamente em aborto).

De acordo a ONG, no Brasil os pacotes vêm sendo interceptados pela alfândega e enviados à Anvisa. Por email, a instituição disse que pediu ao governo brasileiro para liberar as remessas.

Segundo os Correios, encomendas passam vistoria, e pacotes suspeitos podem ser abertos para controle e enviados à Anvisa.

O Globo

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