Turba de homosexuais tumultuou a Cruzada Pela Família do Instituto Plinio Correa de Oliveira em Divinópolis/MG

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Esquema de ‘revenda’ de vítimas de exploração sexual dribla autoridades na Europa

Especialistas no combate à prostituição forçada na Europa alertam para um fenômeno crescente: a comercialização de mulheres como mercadorias entre diferentes países e cidades.

De acordo com um relatório compilado pela ONG espanhola Red española contra la trata de personas, a partir dos dados de 26 organizações internacionais, a revenda de mulheres, muitas delas menores de idade, aumentou em 50% nos últimos cinco anos e movimenta cerca de US$ 7 bilhões por ano (R$ 12 bilhões).

O relatório revelou que anualmente cerca de 1 milhão de pessoas que chegam à Europa acabam sendo forçadas à prostiuição. Deste total, 90% passam por bordéis na Espanha, Itália, Grécia, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça e Portugal, revendidas por quadrilhas de traficantes.

Na Espanha, maior consumidor europeu de serviços sexuais e onde atuam as principais redes de contrabando, segundo as autoridades, uma mulher é vendida entre R$ 2 mil e R$ 7,5 mil, de acordo com idade, características físicas e experiência. Quanto mais jovem, mais cara.

O sistema é parecido ao de uma atividade comercial convencional. Os donos dos prostíbulos atendem à demanda dos clientes, que pedem perfis físicos específicos de prostitutas. Quando querem um tipo ou se cansam de outro, a mercadoria é renovada. Assim, uma mulher é revendida a outra rede, circulando por quase todo o continente.

Renovação do “catálogo”

Segundo a pesquisa, o tempo médio de uma prostituta em um bordel é de 28 dias. Quando alcança este período, ela é revendida para que os clientes tenham novidades, como num catálogo de mercadorias.

”Sai barato explorar uma mulher. As leis são benevolentes e a sociedade ignora o assunto. Os traficantes estão percebendo que correm menos riscos vendendo mulheres do que vendendo entorpecentes”, comparou a psicóloga Iana Matei.


Livro narra episódios reais sobre tráfico sexual

Em entrevista à BBC Brasil, Matei, especialista no assunto e autora do livro: En Venta: Mariana, 15 años (À venda: Mariana, 15 anos, em tradução literal), disse que cada vez há mais menores aliciadas pelas redes, muitas vendidas pelas próprias famílias e namorados.

”Muitas meninas são reticentes em denunciar seus exploradores porque os identificam como amantes e lhes custa aceitar que sejam presos como marginais.”

Para a escritora, a revenda de mulheres é um delito “relativamente fácil de se cometer” pela falta de controle judicial sobre o que ocorre nos bordéis, “muitas vezes com a cumplicidade de autoridades, porque também há muita corrupção neste tema”.

O aumento do comércio, segundo ela, vem acontecendo pela relação cada vez maior de máfias de tráfico de entorpecentes no setor da prostituição com experiências e redes estabelecidas para movimentação de ”mercadorias”.

“Vendida pela avó”

No livro, que relata episódios reais, ela conta a história da protagonista. Uma menina de 15 anos vendida pela avó a uma rede de traficantes.

A psicóloga descobriu o caso, resgatou a jovem, foi perseguida e ameaçada e acabou criando um albergue para mulheres que conseguem escapar das redes de prostituição.

Fugir dos exploradores é difícil, segundo as ONGs. Os sistemas de controle em cárcere privado envolve violência, sequestro e ameaças.

”O último caso que atendemos foi de uma menor de 17 anos obrigada pelo namorado a se prostituir. Ela se recusou e ele a manteve três dias em cárcere privado, alimentando-a só com água salgada, até ela aceitar”, contou à BBC Brasil, Rocio Nieto, presidente da Apramp, Associação para a Prevenção e Reinserção da Mulher Prostituída.

Segundo Nieto, 89% das estrangeiras que se prostituem na Espanha são “vítimas de máfias”.
Brasileiras revendidas

Para a Apramp, que trabalha há 26 anos na reintegração de mulheres, o Brasil é um caso especial por ser o principal abastecedor do mercado de prostituição na Europa.

A ONG fez até um relatório sobre a situação das brasileiras, detectando que são as prostitutas com mais circulação nos prostíbulos europeus. São revendidas em média a cada 21 dias e quase sempre dentro do mesmo país.


Brasileiras abastem mercado de prostituição europeu

Segundo a pesquisa, as brasileiras exploradas por máfias têm entre 20 e 45 anos, nível sócio-econômico baixo e filhos deixados no Brasil. Geralmente, entram com vistos de turistas através de Portugal, Espanha, França, Suíça e Holanda. São cooptadas nas cidades de origem por conhecidos, sendo Goiânia o maior foco de aliciamento.

Na Espanha, organizações oferecem a vítimas casa, tratamento médico e psicológico, apoio jurídico, formação profissional e ajuda para encontrar trabalho.

A legislação espanhola sobre tráfico de seres humanos prevê pena de dois a 10 anos de cadeia. As vítimas têm direito à proteção em caso de denunciar os exploradores. Se não quiserem, normalmente, são deportadas por infringir a lei de imigração.

BBC

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“Kit gay” preparado pela gestão de Fernando Haddad na educação foi o primeiro a propor “transgêneras” em banheiro feminino. Esse rapaz sempre dando boas idéias…

Lembram-se do material preparado pelo Ministério da Educação, sob o comando de Fernando Haddad, para ser veiculado nas escolas? Um deles fazia a apologia da bissexualidade: dizia que um bissexual tem 50% a mais de chance de ter com quem sair no fim de semana já que gosta de meninas e meninos. Bem, não dando para consertar o pensamento, conserte-se a matemática: teria 100% a mais de chance. Outro filme tratava da personagem “Bianca”, uma “transgênera” (como diz Laerte). E ali se defendia o “direito” de usar o banheiro feminino. Os filmes resultaram tão primitivos e prosélitos que Dilma Rousseff vetou. Foi mais um dos esforços de Fernando Haddad em favor da educação e do bom uso de recursos públicos.

Reinaldo Azevedo

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LAERTE NÃO ESTÁ REIVINDICANDO UM DIREITO PARA AS “TRANSGÊNERAS”. ESTÁ É TENTANDO SOLAPAR UM DIREITO DAS MULHERES

No post abaixo, anuncio que falarei sobre o caso do cartunista Laerte, o tal que decidiu andar por aí vestido de mulher e quer usar banheiro feminino. Repito o primeiro parágrafo para dar continuidade ao texto.

É quase inacreditável que eu me veja compelido a tratar de determinadas questões aqui, mas fazer o quê? Certas expressões extremistas das minorais agora decidiram que a democracia – que lhes garante, felizmente, a liberdade de expressão – é só uma etapa a ser superada por microditaduras – justamente as microditaduras das minorias. Santo Deus! Vou valar do caso do cartunista Laerte, que é “Sônia” de vez em quando. Problema dele. Se ele quer, no entanto, usar o banheiro das mulheres quando está “montado”, aí o problema é nosso, de todos nós: homens, pais, mulheres, mães, filhas, meninas.

Muito bem!

A democracia, o melhor dos piores regimes, garante direitos universais e procura proteger a maioria das imposições das minorias influentes — pouco importa a natureza dessa influência. Se cada grupo que cultiva valores particulares decidir impor os seus próprios anseios e suas próprias necessidades ao conjunto da sociedade, então viveremos uma verdadeira guerra de todos contra todos.

Uma mulher se incomodou com a presença de Laerte, que se define agora como uma “pessoa transgênera”, no banheiro feminino de um restaurante e fez o óbvio: reclamou com o gerente, que recomendou ao cartunista que usasse o banheiro masculino. Que escândalo, não??? Para efeitos civis e legais (e segundo a biologia), ele continua… homem! Ele se ofendeu e procurou, imaginem só, a Secretaria de Justiça do Estado porque uma lei estadual, a 10.948/01, de autoria do petista Renato Simões, proíbe a discriminação de gênero (já falo a respeito).

Laerte, que tem 60 anos, é gay? Ele já foi casado e tem dois filhos. Também tem uma namorada. No que concerne à prática sexual propriamente, define-se como bissexual. Há dois anos, decidiu sair por aí vestido de mulher. Atenção! Nós não temos rigorosamente nada com isso! Faça ele da sua vida o que bem entender. No passeio público, nos restaurantes, onde quer que seja, desde que se comporte, como toda gente, segundo as regras da civilidade, deve ser respeitado, como qualquer pessoa. Ponto!

No dia, no entanto, em que bastar a um homem se vestir de mulher para poder freqüentar um espaço destinado, queiramos ou não, à intimidade das mulheres — e, atenção!, das meninas —, esses espaços ficarão à mercê da ação de pervertidos (eles existem!), que verão uma chance excepcional, sob a proteção da lei, de molestá-las. NÃO, SENHORES! LAERTE NÃO ESTÁ TENTANDO GARANTIR OS DIREITOS DAS TRANSGÊNERAS! ELE ESTÁ TENTANDO SOLAPAR OS DIREITOS FEMININOS.

Laerte faz um questionamento ridículo: pergunta se a mulher que reclamou se sentiria incomodada se houvesse uma lésbica no banheiro. Ainda que se sentisse, nada poderia fazer — sempre destacando os limites da civilidade a que todos devem obedecer. Ocorre que Laerte não é lésbica. Mesmo quando e se faz sexo com sua namorada portando adereços femininos, continua a ser um homem portando adereços femininos.

Ele apelou, imaginem, à Secretaria de Justiça do Estado por conta da lei 10.948, proposta originalmente pelo deputado petista Renato Simões. Transcrevo a íntegra. Volto depois.

Artigo 1º – Será punida, nos termos desta lei, toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero.
Artigo 2º – Consideram-se atos atentatórios e discriminatórios dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos homossexuais, bissexuais ou transgêneros, para os efeitos desta lei:
I – praticar qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;
II – proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público;
III – praticar atendimento selecionado que não esteja devidamente determinado em lei;
IV – preterir, sobretaxar ou impedir a hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou similares;
V – preterir, sobretaxar ou impedir a locação, compra, aquisição, arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade;
VI – praticar o empregador, ou seu preposto, atos de demissão direta ou indireta, em função da orientação sexual do empregado;
VII – inibir ou proibir a admissão ou o acesso profissional em qualquer estabelecimento público ou privado em função da orientação sexual do profissional;
VIII – proibir a livre expressão e manifestação de afetividade, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos.
Artigo 3º – São passíveis de punição o cidadão, inclusive os detentores de função pública, civil ou militar, e toda organização social ou empresa, com ou sem fins lucrativos, de caráter privado ou público, instaladas neste Estado, que intentarem contra o que dispõe esta lei.
Artigo 4º – A prática dos atos discriminatórios a que se refere esta lei será apurada em processo administrativo, que terá início mediante:
I – reclamação do ofendido;
II – ato ou ofício de autoridade competente;
III – comunicado de organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.
Artigo 5º – O cidadão homossexual, bissexual ou transgênero que for vítima dos atos discriminatórios poderá apresentar sua denúncia pessoalmente ou por carta, telegrama, telex, via Internet ou fac-símile ao órgão estadual competente e/ou a organizações não-governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.
§ 1º – A denúncia deverá ser fundamentada por meio da descrição do fato ou ato discriminatório, seguida da identificação de quem faz a denúncia, garantindo-se, na forma da lei, o sigilo do denunciante.
§ 2º – Recebida a denúncia, competirá à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania promover a instauração do processo administrativo devido para apuração e imposição das penalidades cabíveis.
Artigo 6º – As penalidades aplicáveis aos que praticarem atos de discriminação ou qualquer outro ato atentatório aos direitos e garantias fundamentais da pessoa humana serão as seguintes:
I – advertência;
II – multa de 1000 (um mil) UFESPs – Unidades Fiscais do Estado de São Paulo;
III – multa de 3000 (três mil) UFESPs – Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, em caso de reincidência;
IV – suspensão da licença estadual para funcionamento por 30 (trinta) dias;
V – cassação da licença estadual para funcionamento.
§ 1º – As penas mencionadas nos incisos II a V deste artigo não se aplicam aos órgãos e empresas públicas, cujos responsáveis serão punidos na forma do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado – Lei nº 10.261, de 28 de outubro de 1968.
§ 2º – Os valores das multas poderão ser elevados em at 10 (dez) vezes quando for verificado que, em razão do porte do estabelecimento, resultarão inócuas.
§ 3º – Quando for imposta a pena prevista no inciso V supra, deverá ser comunicada a autoridade responsável pela emissão da licença, que providenciará a sua cassação, comunicando-se, igualmente, a autoridade municipal para eventuais providências no âmbito de sua competência.
Artigo 7º – Aos servidores públicos que, no exercício de suas funções e/ou em repartição pública, por ação ou omissão, deixarem de cumprir os dispositivos da presente lei, serão aplicadas as penalidades cabíveis nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos.
Artigo 8º – O Poder Público disponibilizará cópias desta lei para que sejam afixadas nos estabelecimentos e em locais de fácil leitura pelo público em geral.
Artigo 9º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Voltei
A lei não ampara, parece-me, a reivindicação de Laerte. Segundo se entende, ele não sofreu qualquer restrição ou preconceito na área comum do restaurante, aquela destinada a homens, mulheres, gays, lésbicas e “transgêneras”, como ele diz. Só lhe foi pedido, vejam que absurdo, que, sendo homem (sem qualquer ofensa), use o banheiro de homem. Ainda que ele seja uma lady e jamais usasse de sua condição para molestar mulheres ou meninas, tem de pensar no que a sua reivindicação implica. Se não pensa, cegado por sua luta, esse também é um problema dele, não nosso.

Essa questão, de um ridículo atroz, não deixa de ser um desdobramento daquela decisão infeliz do STF sobre a união estável. Não que eu seja contra. Não sou! Só que é preciso mudar a Constituição, que define a tal união como a celebrada entre “homem” e “mulher” — o texto é mais explícito do que filmes estrelados por Linda Lovelace (essa referência é para os com 50, como eu, hehe…). Qual foi a consideração que triunfou? A Constituição teria valores mais altos em favor da igualdade etc e tal. Ora, os que criticaram a decisão, como fiz, não estavam contestando esses valores, mas apontando que, para a questão específica, a união civil, o texto estabelece precondições.
Ao ignorá-las, o Supremo estabeleceu que homem não precisa ser “homem” nem mulher, mulher. E se esses dois gêneros passaram a existir só na biologia (isso não se muda por decreto), então tudo é permitido. E não duvidem: as mulheres sairão perdendo. É bem provável que elas não invadam os banheiros masculinos por uma penca de motivos que nem vou elencar aqui (boa parte dos homens não se incomodaria, também por uma penca de motivos…), mas terão invadidos os espaços que lhes são reservados.

A isso está nos conduzindo o pensamento politicamente correto, que confunde reivindicações de minorias, mesmo as mais radicalizadas, com uma categoria de pensamento. Aos poucos, os valores universais da democracia é que estão sendo corroídos. Essa corrosão, é fatal, acabará ferindo direitos. Laerte, querendo ou não, resolveu agredir os das mulheres.

Reinaldo Azevedo

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Não, Laerte, você não pode! No que diz respeito ao banheiro, você é homem, rapaz!

É quase inacreditável que eu me veja compelido a tratar de determinadas questões aqui, mas fazer o quê? Certas expressões extremistas das minorais agora decidiram que a democracia — que lhes garante, felizmente, a liberdade de expressão — é só uma etapa a ser superada por microditaduras — justamente as microditaduras das minorias. Santo Deus! Vou falar do caso do cartunista Laerte, que é “Sônia” de vez em quando. Problema dele! Se ele quer, no entanto, usar o banheiro das mulheres quando está “montado”, aí o problema é nosso, de todos nós: homens, pais, mulheres, mães, filhas, meninas. Laerte vai ter de entender que não é dono do regime democrático. Daqui a pouco.

Reinaldo Azevedo

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Cartunista vai à Justiça para ter direito de usar banheiro feminino

Em uma noite de terça, uma senhora entra no banheiro feminino da Real Pizzaria e Lanchonete, na zona oeste de São Paulo. Ela veste uma minissaia jeans, uma blusa feminina listrada, meia-calça e sandália.

Momentos depois, é proibida de voltar ao banheiro pelo dono do estabelecimento. Motivo: uma cliente, com a filha de dez anos, reconheceu na senhora o cartunista da Folha Laerte Coutinho, 60, que se veste de mulher há três anos.

Ela reclamou com Renato Cunha, 19, sócio da pizzaria. Cunha reclamou com Laerte. Laerte reclamou no Twitter. E assim começou a polêmica. O caso chegou ontem à Secretaria da Justiça do Estado.

A coordenadora estadual de políticas para a diversidade sexual, Heloísa Alves, ligou para Laerte e avisou: ele pode reivindicar seus direitos. Segundo ela, a casa feriu a lei estadual 10.948/2001, sobre discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.

Proibido de entrar no banheiro feminino, mesmo tendo incorporado as roupas de mulher ao dia a dia, Laerte diz que pretende acionar a lei.

Ele conta que, avisado pelo dono, tentou argumentar com a cliente. “Até brinquei e passei para a minha personagem Muriel e disse: mas sou operado! E ela: mas não é o que você diz por aí.”


Cartunista Laerte vai recorrer à Justiça para ter o direito de usar banheiro feminino após polêmica

Laerte, que se define como alguém “com dupla cidadania”, diz que passou a usar o banheiro feminino após aderir ao crossdressing (vestir-se como o sexo oposto) e se “consolidar” como travesti, mas não tem preferência por um banheiro específico.

“É uma questão de contexto, de como estou no dia. Não quero nem ter uma regra nem abrir mão do meu direito”, disse o cartunista.

Cunha, o sócio da pizzaria, diz que não sabia da “dupla cidadania” do cartunista nem que o caso iria gerar polêmica.

“Eu nem sabia o que era crossdressing. Houve a confusão, e no final eu cometi esse erro de falar: se o senhor puder usar o banheiro masculino, por favor.” Ele diz que se arrependeu do pedido.

Ontem, a proibição gerou comentários e dividiu usuários das redes sociais. A discussão ganhou apoio entre associações de travestis e transexuais.

Segundo Adriana Galvão, presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB-SP, não há lei específica sobre o tema.

Notícias BOL

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Mais um pouco sobre a anunciada luta do PT com os evangélicos. Há teoria que explica a convocação de Gilberto Carvalho

Há gente que ficou um tanto surpresa com a intenção do PT, anunciada por Gilberto Carvalho — o homem mais poderoso no partido, depois de Lula — de disputar com os evangélicos a adesão da chamada “classe C”. Outros ainda dizem que estou forçando a barra e coisa e tal… Forçando a barra por quê? As palavras são de Carvalho, não minhas. De resto, tenho um certo histórico de acerto no que diz respeito ao partido, não é? Ainda me orgulho de ter escrito em 2002 que, se eleito, Lula seria mais, digamos assim, “conservador” na economia do que José Serra. Já disse que não acho que o PT seja “socialista” à moda antiga; ele é autoritário (à moda antiga ou moderna…). Mas sigamos.

Não há surpresa nenhuma! O objetivo do PT sempre foi se estabelecer como partido único. Isso não implica proibir ou exterminar pela via cartorial as outras legendas. O esforço é para torná-las irrelevantes. E tem sido bem-sucedido. Um de seus segredos é não ter princípios. Vale tudo para conquistar o poder e nele se manter. Querem um exemplo? Se os petistas fizerem uma aliança com Kassab, vão protegê-lo na campanha eleitoral. Se não fizerem, vão atacá-lo. Eles acham o prefeito bom ou mau? Depende… Ele estará de que lado?

Os entes políticos estão devidamente domesticados. Na imprensa, a presença já é grande, mas a crítica ainda resiste, daí o esforço de cooptação. Lula tentou o método da censura. Não deu certo. Então se vai por outro caminho: criar e sustentar a “imprensa amiga”. Está em curso. Não é o suficiente. É preciso, diz Carvalho, levar a “mídia independente” (leia-se: estatal) para os pobres que entram no mundo do consumo.

Ocorre que os evangélicos têm uma forte presença nessas fatias da população. Além da crença em Deus, há um conjunto de valores que constitui as igrejas, muitos deles opostos ao petismo. E isso explica por que, ainda que aliado a muitas correntes evangélicas hoje, o PT as considere, no médio prazo, forças a serem vencidas. Está tudo na teoria. Gramsci explicou direitinho. Ao explicar o que deve ser “O Partido” na sociedade, que ele chama “Moderno Príncipe”, escreveu:
“O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o seu poder ou para opor-se a ele. O Moderno Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.

Isso significa que também a religião só será virtuosa ou criminosa na medida em que servir para aumentar o poder do partido ou para se opor a ele. O cristianismo que se opõe ao aborto, por exemplo, se contrapõe ao PT, ao Moderno Príncipe. E é preciso vencê-lo. Uma das forças que movem a crença evangélica — o incentivo ao esforço pessoal, que não fica à espera das doações do estado — também é hostil ao “mercado de almas” onde o PT fisga os seus “fiéis”.

Há correntes evangélicas que se aproximaram do governo em busca de benefícios, especialmente na área de telecomunicações. Nesse caso, a religião é usada apenas como pretexto para bons negócios. Aquelas que realmente se ocupam da fé e dos valores cristãos estão na mira da turma que não pode admitir a existência de uma outra igreja que não “o partido”.


Reinaldo Azevedo

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O PT, que dá a oposição como liquidada, estuda agora um futuro confronto com os evangélicos

O fato mais importante da semana passada se deu na sexta-feira, em Porto Alegre. Seu protagonista é Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e olhos, ouvidos e mão — pesada! — de Luiz Inácio Lula da Silva no governo. Carvalho é o homem que guarda os arcanos petistas, os seus segredos, os seus porões. Depois do Babalorixá de Banânia, é quem mais conhece o partido. Transita em todas as esferas, especialmente no mundo sindical — e o sindicalismo nunca foi para pessoas de estômago fraco. O de Carvalho é de avestruz. Não por acaso, ele foi o principal articulador do PT nos eventos pós-morte de Celso Daniel. Foi quem organizou a reação do partido e determinou o papel que cada um deveria desempenhar. Tinha sido braço-direito do prefeito. Segundo irmãos de Celso, confessou-lhes que levava malas de dinheiro do esquema de corrupção de Santo André para o PT — no caso, para José Dirceu. Ambos negam, é evidente. Mas volto.

O evento mais importante foi a palestra de Carvalho a militantes de esquerda no Fórum Social de Porto Alegre. É aquele evento que contou, na sua fase palaciana, com a presença do terrorista e assassino Cesare Battisti, a quem os petistas deram guarida. Para Carvalho, no entanto, “terrorista” é a polícia de São Paulo… Esse foi o trecho politicamente mais delinqüente de sua fala, mas não foi o principal.

Depois de confessar que o governo quer criar uma mídia estatal para a chamada “classe C” — que, segundo Carvalho, não poderia ficar à mercê da mídia conservadora —, ele avançou: é preciso fazer uma disputa ideológica com os líderes evangélicos pelos setores emergentes!

Uau! Não pensem que isso é feito assim, na louca, sem teoria — nem que seja uma teoria aprendida, não exatamente lida. Esse pensamento de Carvalho tem história.

Os petistas, embora não o digam em público, consideram que a oposição está liquidada. Conversei dia desses com um intelectual petista que se mostrava, até ele, escandalizado com a incapacidade da oposição de articular o discurso conservador para se opor ao suposto “progressismo” do PT. Ele também estranhava o que vivo estranhando aqui: será o Brasil a única democracia do mundo com medo dos eleitores que estão mais à direita no espectro político? Pelo visto, sim! Lá na suas tertúlias, os petistas chegam a zombar dessa covardia.

Notem, a propósito, que os únicos momentos em que demonstram realmente alguma aflição e põem as suas hordas na rua é quando temem que a população adira ao discurso da ordem: então mobilizam seus bate-paus para confrontos com a polícia. Assim, podem sair gritando: “Fascistas!” Se e quando a oposição souber falar essa linguagem de modo eficiente e moderno, o PT pode ter problemas. Mas a aposta dos companheiros é que isso não vai acontecer. Tucanos, por exemplo, são reféns de sua “ilustração”.

A outra força
A força que o partido teme é justamente a religiosa. E, no caso, não é a Igreja Católica que os preocupa. Embora tenha cooptado o PRB — o partido da Igreja Universal do Reino de Deus, do auto-intitulado “bispo” Edir Macedo, dono da Record —, o PT sabe tratar-se de uma vistosa, mas pequena parte dos evangélicos. Seguindo os passos da teoria gramsciana, o “partido” tem de se consolidar como um “imperativo categórico”, de modo que toda ação concorra para fortalecê-lo. Mesmo os movimentos de crítica e reação hão de estar subordinados a este ente. Haver organismos, entidades, grupos ou religiões que cultivem valores fora do abrigo do partido é inaceitável.

Os “pensadores” do PT querem começar a criar as condições para limitar ou anular a influência das igrejas evangélicas especialmente nas questões relativas a costumes. O projeto petista se consolida é com a completa laicização da sociedade, sem espaço para a moral privada ou de grupo. Teses como descriminação do aborto, legalização das drogas, união civil de homossexuais, proselitismo sexual nas escolas (nego-me a chamar de “educação” o tal kit gay, por exemplo) tendem a encontrar resistência. E as vozes que lideram essa resistência costumam ser justamente as dos evangélicos. Setores da Igreja Católica também reagem, sim, mas sabemos que a Santa Madre está infestada de esquerdistas de batina (ou melhor: sem batina!).

Ora, conjuguemos as duas propostas de Carvalho, feitas no Fórum Social: ele quer o estado produzindo “informação” para a classe C justamente para disputar almas com os evangélicos. O PT chegou à fase em que acredita que pode também ser “igreja” — e seu “deus”, como se sabe, é o Apedeuta… Os petistas ainda não engoliram o recuo que tiveram de fazer em 2010, no debate sobre o aborto, por causa da pressão dos cristãos.

Os cristãos evangélicos entraram no alvo de médio prazo do PT. Cuidem-se ou serão também engolidos.

Reinaldo Azevedo

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Filósofo Alain de Botton propõe templo para ateus em Londres


Arquiteto Tom Greenall e designer Jordan Hodgson criaram projeto para ideia de Alain de Botton

O filósofo e escritor suíço Alain de Botton propôs a construção de um prédio de mais de 45 metros de altura que serviria como uma espécie de templo para ateus. O templo seria construído no coração financeiro de Londres.

Segundo o filósofo, o templo seria usado para celebrar uma nova forma de ateísmo, que seria um contraponto ao ateísmo proposto pelos pensadores Richard Dawkins e Christopher Hitchens.
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De Botton argumenta que o ateísmo proposto pelos dois pensadores é “destrutivo”, por atacar as religiões, ao contrário de sua proposta de harmonia entre as religiões.

“Em geral, um templo é feito para Jesus, Maria ou Buda, mas é possível construir um templo para qualquer coisa positiva e boa”, disse De Botton ao jornal britânico Guardian.

“Isso poderia significar um templo ao amor, amizade, tranquilidade e perspectiva. Porque o ateísmo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens ficou conhecido como uma força destrutiva. Mas há muitas pessoas que não acreditam [em Deus] e não são agressivas contra outras religiões.”
Polêmica

A proposta de Alain de Botton provocou uma polêmica entre os pensadores, com declarações publicadas na imprensa britânica.

Richard Dawkins criticou o plano do filósofo suíço, dizendo que isso seria um desperdício de dinheiro. Para ele, um templo para ateus é uma contradição.

“Ateus não precisam de templos”, disse Dawkins. “Eu acho que já formas melhores de se gastar este tipo de dinheiro. Se você vai gastar dinheiro com ateísmo, você poderia melhorar a educação secular e construir escolas não-religiosas que ensinam pensamentos racionais, céticos e críticos.”

Allain de Botton está lançando um livro novo sobre ateísmo, chamado Religion for Atheists: A Non-believer’s Guide to the Uses of Religion (ou Religião para Ateus: Um guia para Não-crentes sobre as Utilidades da Religião, em tradução livre).

Em fevereiro de 2010, o filósofo encomendou um projeto ao arquiteto Tom Greenall para a criação do templo.

“Com 46 metros de altura e no coração da City londrina, o templo representa toda a história da vida na Terra: cada centímetro da sua altura equivale a um milhão de anos de vida [do planeta]“, afirma o arquiteto, em seu site.

“A um metro a partir do solo, uma fina linha de ouro – com não mais que um milímetro – representa toda a existência da humanidade. A visita ao templo serve dar outra perspectiva [da vida] aos visitantes.”

O filósofo afirmou ao Guardian que já captou metade dos recursos necessários para o templo, mas que os doadores preferem o anonimato. O templo começaria a ser construído no final de 2013, caso seja aprovado pela prefeitura.

Ele disse que escolheu o centro financeiro da cidade porque seria onde as pessoas mais “perderam perspectiva” sobre as prioridades da vida.

BBC

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Mulher é presa no Afeganistão por estrangular nora que teve 3ª bebê menina

Uma mulher foi presa no Afeganistão por ajudar o filho a estrangular a própria esposa, que havia dado a luz a uma terceira filha. Enquanto os pais celebram o nascimento de filhos homens, as meninas são causa de frustração entre algumas famílias afegãs.


Wali Wazrata ajudou marido a estrangular esposa que só teve filhas

A jovem Stori, de 22 anos e mãe de três meninas, foi assassinada no sábado no vilarejo de Mahfalay, distrito de Khanabad, que fica na província de Kunduz, no sudeste afegão.

O delegado da polícia local, Sufi Habib, disse que Stori teve os pés amarrados pela sogra, Wali Hazrata, enquanto seu próprio marido a estrangulava.

O corpo da afegã foi encontrado no mesmo dia por um dos vizinhos, que chamou a polícia.

O marido está foragido e não teve o seu nome divulgado. Acredita-se que o homem pertença à milícia Arbaki.

Autoridades locais disseram à BBC que o marido está sob proteção de um grupo armado ilegal, sob amparo de políticos no Afeganistão.
Direitos das mulheres

Ativistas de direitos humanos divulgaram o caso à imprensa afegã. A diretora do escritório de Defesa da Mulher de Kunduz, Nadira Gya, condenou o incidente.

“Foi um crime brutal cometido contra uma mulher inocente”, disse. Nadira acusou as milícias de diversos ataques contra mulheres no Afeganistão.

Líderes religiosos e tribais também condenaram o assassinato da jovem. Eles disseram que a morte foi um ato de ignorância e um crime contra o Islã, a humanidade e as mulheres, e pediram punição rigorosa à sogra e ao marido envolvidos no crime.

A terceira filha de Stori, que hoje tem dois meses, não se feriu no incidente.

BBC

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Dilma chama Holocausto de ‘violência bestial’ e critica negação

A presidente Dilma Rousseff criticou neste domingo os que negam a ocorrência do Holocausto, o massacre de 6 milhões de judeus por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“[A lembrança do] Holocausto, que alguns negam, servirá sempre de paradigma contra a intolerância e contra essa violência bestial”, discursou a presidente, em Salvador, em cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto.

“Não podemos apagar da nossa memória atos repulsivos nem podemos achar que eles são privilégio de algum povo. Infelizmente, vemos que há várias manifestações nesse sentido”, disse.

A presidente não foi específica, mas pode ter se referido indiretamente ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que critica o “mito” em torno do fato.

A relação entre Brasil e Irã, próxima durante o governo Lula, foi estremecida no atual mandato. Na semana passada, um porta-voz do Irã culpou a diplomacia de Dilma por “destruir anos de bom relacionamento” entre os países.

Sob Dilma, o Brasil votou na ONU pela investigação sobre os direitos humanos no Irã em março de 2011. Lula evitava pressionar o país.

Em meio à escalada da tensão entre as potências ocidentais e o Irã, por conta do programa nuclear do país, Dilma voltou a enfatizar a posição do país a favor do controle das ações militares internacionais para defender a população civil.

“Temos a convicção de proteger populações civis, mas que também o mundo tem de se conscientizar que deve haver responsabilidade no proteger. Quando se protege, é necessário ter responsabilidade para que a proteção não se torne uma situação de convulsão e de guerra”, disse.


Dilma Rousseff durante a cerimônia alusiva ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

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Jean Wyllys diz a um jornal britânico que pastores brasileiros tem mãos sujas de sangue

Devoto de iemanjá, o deputado tem se destacado como o mais intolerante parlamentar em relação aos cristãos; dias atrás ele classificou Bento XVI como um ‘genocida em potencial’.

O deputado federal e ex-BBB Jean Wyllys (fofo) concedeu nesta sexta-feira (27/jan) uma entrevista ao jornal britânico The Guardian, onde voltou a acusar pastores de evangélicos de demonizarem o gays.

Comparando-se ao clássico da literatura espanhola Dom Quixote de La Mancha, aquele que narra a saga de um herói cujo plano era andar pelo mundo, desfazendo injustiças, salvando donzelas e combatendo gigantes e dragões, o deputado afirmou que sua luta em torno da causa LGBT ”é uma batalha difícil de combater”.

“Mas esta é a minha vocação. Minha vocação. Eu sinto que eu preciso para estar aqui”, destaca Wyllys.

O deputado disse estar na linha de frente, em uma briga cada vez mais venenosa com uma legião de radicais pastores evangélicos.

Jean Wyllys afirmou ao jornal que a reputação do Brasil, como uma nação arco-íris aberta e tolerante, é prejudicada pela agitação dos pastores que realizam exorcismos de lésbicas e gays.

O parlamentar disse que na adolescência encontrou refúgio na ala esquerdista da Igreja Católica, onde os sacerdotes o encorajaram a ler “tudo, desde a Bíblia até Mario Vargas Llosa” (renomado escrito peruano). ”O que meus pais não podiam me dar a Igreja fez”, disse ele.

O jornal britânico acusa os ‘radicais da direita religiosa’ de odiar Jean Wyllys, os quais chegaram a postar no Youtube alguns vídeos que constam mensagens ‘depreciativas’ em relação ao político. Um dos vídeos, segundo jornal, acusa Wyllys de travar uma “guerra pessoal” contra a religião e uma “campanha contra o cristianismo”.

O periódico diz também que Jean Wyllys está sob ataque de pregadores como Silas Malafaia, o qual se descreve como o ‘inimigo público n.º 1 do movimento gay’.

Referindo-se à oposição das lideranças cristãs em relação à mudança da Constituição Federal para permitir o ‘casamento’ gay, Jean, que é umbandista, disse que “as mãos de Silas Malafaia e desses outros pastores estão cobertas de sangue: ‘o sangue dos homossexuais que morrem em vítimas no Brasil, por ‘homofobia’.”

Dias atrás o deputado também atacou o Papa Bento XVI, chamando-o de ‘genocida em potencial’, por dizer que o ‘casamento gay’ põe em risco a família tradicional.

Holofote.Net

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Bispa Sônia, da Renascer, terá de devolver R$ 785 mil, decide TCU

O TCU (Tribunal de Contas da União) negou recurso e manteve a condenação da bispa Sônia Hernandes, uma das fundadoras da Igreja Renascer.

Ela terá de devolver aos cofres públicos R$ 785 mil e foi multada em R$ 100 mil.


Bispa Sônia Hernandes, cofundadora da Renascer, durante Marcha para Jesus, em 2011

As verbas questionadas foram repassadas pelo FNDE (órgão do Ministério da Educação) para a Fundação Renascer, entre 2004 e 2005, e deveriam ter sido usadas na alfabetização de jovens e adultos.

Na época, Sônia era a presidente da fundação. Foi instaurada uma tomada de contas especial, “em decorrência da inépcia da prestação de contas do convênio”.

Segundo o TCU, houve saques na conta corrente do convênio sem identificação do destinatário dos recursos, entre outras irregularidades.

Folha de SP

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Jesus a prestação

Igreja Universal lança cartão de crédito para seus fiéis

A Igreja Universal acaba de lançar o seu cartão de crédito.

O cartão – pasmem – tem bandeira Visa. E a fatura pode ser liquidada em 10 vezes.

E ainda: os Dízimos também poderão ser pagos no crediário, em nome de Jesus. Agora, ninguém segura mais os pastores.


O chamado Templo Maior, da Igreja Universal, no Rio de Janeiro

Jornal do Brasil

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Religiões afro produzem vídeo como direito de resposta contra TV Record




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Parlamento do Egito toma posse e salafistas dão mostra de como será sua atuação

Dois dias antes de o levante contra o ditador Hosni Mubarak completar um ano, o parlamento do Egito se reuniu nesta segunda-feira (23) pela primeira vez após as primeiras eleições livres da história do país. Os 508 parlamentares eleitos tomaram posse em um momento no qual a maior parte dos egípcios parece conformada com o poder provisório do Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF, na sigla em inglês) e com a possibilidade de os militares manterem grande influência na política local após, o que prometem, será uma transição pacífica para o poder civil depois das eleições presidenciais de junho.

O clima de conformismo é dominante, mas não impediu algumas pequenas manifestações fora do parlamento contra o SCAF. Nenhuma delas foi capaz de interromper ou atrapalhar os trabalhos parlamentares, que foram acompanhados com interesse pelos egípcios. Um motivo de preocupação maior que o governo militar é a capacidade de atuação que os parlamentares terão. Se o Poder Legislativo embrionário se provar útil e merecedor de confiança, pode ajudar o país a ter uma transição mais pacífica.

Na busca por essa transição pacífica, sobram questões sobre qual será o comportamento dos partidos religiosos. A Irmandade Muçulmana, que domina cerca de 50% dos assentos, conseguiu eleger Mohamed Saad al-Katatni como presidente da Casa e voltou a prometer que vai respeitar o Estado civil egípcio. Oficialmente, o grupo afirma que a situação econômica do Egito é precária demais para alguém se preocupar em impor a sharia, a lei islâmica, neste momento. Nesta segunda, o grupo reafirmou seu novo discurso de conciliação, bem distante da retórica violenta de sua origem. A Reuters conta:
“Anunciamos ao povo egípcio e ao mundo que nossa revolução continua e que não vamos descansar até que todos os objetivos da revolução sejam alcançados”, disse Katatni, que agradeceu ao Exército por cumprir a promessa de realizar eleições. (…) “Vamos cooperar com todos: com as forças políticas dentro e fora do parlamento, com o governo interino, com o conselho militar até que obtenhamos a segurança da eleição presidencial”, disse Essam el-Erian, vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça [ligado à Irmandade Muçulmana].

Há preocupação maior quanto à atuação dos salafistas, religiosos ultraconservadores que conseguiram 25% das cadeiras no parlamento. Para este grupo, implantar preceitos radicais da sharia é prioridade, como ficou claro na primeira reunião do Congresso. O jornal egípcio Al Masry Al Youm conta que parlamentares salafistas chegaram a adulterar o juramento oficial do parlamento para incluir referência à sharia. Após a promessa oficial de “proteger fielmente a segurança do país, o regime republicano, cuidar dos interesses da população e respeitar a Constituição e a lei”, políticos salafistas incluíram a frase “desde que a lei de Deus não seja violada” no fim.
A adição provocou agitação na câmara e fez com que o deputado Mahmoud al-Saqqa, que presidiu a sessão por ser o mais velho, pediu indignado a Mamdouh Ismail [primeiro salafista a prestar o juramento] que fizesse o juramento oficial. O advogado conservador, famoso por defender jihadistas, se recusou a aceitar a demanda e repetiu o juramento com a mesma frase. (…) Mais tarde, Adel Afify, presidente do partido salafista Asala, junto com vários outros deputados barbados, seguiram os passos de Ismail. Em alguns momentos o microfone foi desligado assim que o parlamentar ia falar a última frase.

Como se vê, o caminho da democracia do Egito, que teve início com a queda de Mubarak e registrou nesta segunda-feira um capítulo importante, terá vários percalços pela frente.

Época

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Religiosos e profissionais da Justiça criticam o BBB: imoral e antiético

Um suposto caso de estupro no Big Brother Brasil, reality show da TV Globo, gerou grande repercussão e discussões ao longo da última semana. A polêmica envolvendo os participantes Daniel e Monique começou na madrugada do dia 15. Após uma festa regada a muita bebida, os dois participantes protagonizavam cenas quentes, debaixo de cobertas, num dos quartos do programa. Muito embriagada, Monique aparentemente dormiu e o modelo Daniel teria aproveitado para abusar sexualmente da mulher desacordada.

A Rede Globo tratou do assunto com discrição. O participante Daniel foi expulso do reality show, mas a emissora não esclareceu detalhes sobre o motivo da expulsão, alegando apenas que o modelo teria “infringido as regras do programa”. Na manhã da última terça-feria (17), Monique prestou depoimento á Polícia Civil do Rio de Janeiro e teria afirmado que as “carícias” foram consentidas.

O episódio já é considerado a maior polêmica de todas as edições brasileiras do Big Brother. O programa é famoso por incentivar a discórdia entre seus participantes, que se enfrentam com o objetivo de ganhar um prêmio em dinheiro. Complôs, tramoias e conspirações são comuns entre os ‘brothers’. Outra característica marcante são as festas luxuosas do reality show, regadas a bebidas.

Imoral e antiético

Algumas lideranças religiosas se manifestaram repudiando o episódio e criticando o reality show. Segundo os religiosos, programas como o BBB insultam os valores da moral e da ética, sendo um péssimo exemplo para a família brasileira.

“O programa amplifica os maus costumes que desgraçadamente já acontecem na vida real. As cenas de insinuações que aparecem no Big Brother e em algumas novelas são um desrespeito para toda a família. Hoje em dia a televisão incentiva a violência, o ódio, a traição e a infidelidade”, disse o reverendo Gulhermino Cunha, presidente da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. O reverendo ainda defendeu um maior controle no conteúdo televisivo.

“Para evitar casos como esse, vale aplicar a censura, não só à Globo, mas a qualquer outra emissora. Temos que preservar a nossa ética. Pois se continuarmos assim, chegaremos ao mesmo nível de deteriorização da época de Noé e o Dilúvio”, afirmou Guilhermino.

Vigário na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na Zona Sul carioca, e muito querido do povo carioca, o padre Jorge Luiz Neves Pereira, mais conhecido como padre Jorjão, também reclamou do reality show:

“Faço questão de não assistir a este programa. Prefiro fazer coisas mais importantes, como estudar e ler. Na TV, eu só assisto aos telejornais. É apelação demais e não me acrescenta nada”, criticou o religioso, sem querer tecer comentários sobre o episódio de suspeita de estupro.

O estudioso Paulo Fernando Carneiro de Andrade, doutor em Teologia, vê muita gravidade não apenas no episódio do suposto estupro, mas também na veiculação das imagens pela TV Globo, que foram reproduzidas na internet e ganharam destaque.

“Este tipo de programa tem um impacto muito negativo na formação de cultura da população. O episódio do suposto estupro é gravíssimo, mesmo que não tenha sido comprovado. Se a emissora tem o total controle das imagens veiculadas, por que não interromperam a transmissão quando viram o que estava acontecendo? Foi irresponsável”, detonou o pesquisador. “Esses acontecimentos do reality show ferem a ética e a dignidade humana”, opinou.

Globo teria responsabilidade

A defensora pública Rosane Lavigne, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ressalta que a questão mais grave não diz respeito aos participantes envolvidos, mas sim à responsabilidade de Rede Globo frente ao suposto abuso.

“A polícia deve investigar o caso com as cautelas de praxe. Mas eu penso que um ponto de extrema importância é o papel da Globo nessa história. É de interesse da emissora o uso sensacionalista e comercial dessa questão. O episódio deu Ibope e foi repercutido em outros canais de TV”, disse a defensora.

“Me preocupa a ausência de um órgão que possa fiscalizar e investigar os meios de comunicação em situações como essa, podendo até rever o contrato de concessão das emissoras”.

Segundo o Artigo 13, Parágrafo 2º do Código Penal, uma pessoa ou entidade pode ser penalmente condenada por crime comissivo por omissão, quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado de um crime.

Jornal do Brasil

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Jean Wyllys tenta se retratar após insinuar ligações de Bento XVI ao nazismo

Repercussão pelas redes sociais pode ter levado parlamentar a tentar se retratar com católicos.

Diante da forte repercussão negativa das declarações onde insinuou ligações do Papa ao nazismo, classificando-o como um ‘genocida em potencial’, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL/RJ) emitiu uma nota oficial em seu site esclarecendo sua posição.

Para ele, Bento XVI “ofendeu e desrespeitou, na sua dignidade humana, milhões de pessoas homossexuais no mundo inteiro”, por ter dito em um discurso no Vaticano para diplomatas de 180 países que “as políticas que atentam contra a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”.

Em sua nota, o parlamentar ressalta, de maneira mais ponderada, que Bento XVI “já falou claramente a mesma coisa e com palavras mais diretas quando assinou documentos do Vaticano contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo” e que ele é o principal ideólogo da Igreja contra o casamento gay.

Apesar do Papa não ter proferido em seu discurso as palavras ‘casamento gay’, o parlamentar apressou-se em condenar seu discurso pró-família.
Católicos de todo o Brasil manifestaram-se pelas redes sociais em repúdio às atitudes do parlamentar, o que pode ter levado Jean Wyllys a emitir a nota com discurso mais amenizado.

O site ACIDIGITAL ligado à Igreja chegou a republicar um texto extraído de um blog católico, manifestando total indignação diante da atitude do político.

“Jean Wyllys que se diz lutar contra o preconceito dissemina através das redes sociais e articulações na imprensa uma série de comentários irresponsáveis e venenosos com o intuito de amealhar revolta contra o Papa Bento XVI, a Igreja Católica e quem ouse discordar da opinião que deseja implantar a cultura gay. Estes logo são rotulados de homofóbicos”, reproduziu o ACI.

holofote.net

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Homens reivindicam direitos em sociedade matrilinear na Índia

No pequeno estado montanhoso de Meghalaya, no leste da Índia, opera um sistema matrilinear em que propriedades e riquezas passam de mãe para filha ao invés de de pai para filho.


As mulheres Khasi dizem não confiar nos homens para controlar riquezas

No entanto, alguns homens estão fazendo campanhas por mudanças.

Ao que parece, a visão de um pequeno grupo de homens sufragistas do povo Khasi, nativo da região, tem ganho popularidade local, revivendo opiniões que começaram a ser divulgadas por um grupo de intelectuais nos anos 60.

Estou sentado em uma mesa diante de Keith Pariat, presidente do Syngkhong-Rympei-Thymmai, o movimentos de direitos dos homens de Meghalaya.

Ele rapidamente me assegura que ele e seus colegas “não querem derrubar as mulheres”.

“Nós só queremos levar os homens até onde estão as mulheres”, diz.
Favorecimento

Pariat, que ignorou os costumes tradicionais ao adotar o sobrenome de seu pai, está convencido de que a matrilinearidade está criando gerações de homens Khasi que não conseguem atingir seu potencial inato, citando o alcoolismo e o uso de drogas entre alguns de seus efeitos colaterais negativos.

“Se você quer saber o quanto os Khasi favorecem as mulheres, vá até a ala da maternidade no hospital”, diz.

“Se é uma menina, haverá grandes comemorações da família do lado de fora. Se é um menino, você ouvirá eles murmurarem educadamente que ‘O que Deus quiser nos dar está bom’.”

Pariat cita inúmeros exemplos de como seus companheiros de grupo estão sendo desmoralizados. Eles incluem uma teoria envolvendo o modo como o gênero na língua Khasi reflete estas tradições culturais.

“Árvore é masculino, mas quando se torna madeira, vira feminino. O mesmo acontece com muitos substantivos na língua. Quando algo se torna útil, seu gênero vira feminino”, diz.

“A matrilinearidade gera uma cultura de homens que se sentem inúteis.”
Santuário

Eu falo com Patricia Mukkum, a respeitada editora do jornal diário de Shillong. Ela me assegura que seu patrimônio herdado é somente uma das razões pelas quais chegou ao nível social que tem hoje e diz que a tradição de excluir as mulheres do processo político ainda é muito forte na cultura local.

No entanto, como mãe de filhos de três pais Khasi diferentes, ela é a primeira a admitir que a anomalia social da região lhe proporcionou amplas oportunidades de ser uma mãe e uma executiva de sucesso.

Ao fazer referência aos problemas de rotina que as mulheres enfrentam logo após a fronteira, no estado indiano de Bengala Ocidental, Mukkum é resoluta.

“Nossa cultura oferece um santuário muito seguro para as mulheres”, afirma.
Falta de confiança

Decido ver a situação por mim mesmo em uma vila remota nas montanhas orientais Khasi. Depois de duas horas caminhando pela floresta fechada eu encontro Mary, de 42 anos.

Ela é uma “Ka Khadduh”, a filha mais nova da família e, consequentemente, a que está destinada a viver com seus pais até herdar a casa deles. Seu marido, Alfred, de 36 anos, vive com ela.

“A matrilinearidade gera uma cultura de homens que se sentem inúteis.”

Keith Pariat, presidente do movimentos de direitos dos homens de Meghalaya

Quando conversamos dentro de casa, Mary me diz que as mulheres não confiam nos homens para cuidar de seu dinheiro, então elas mesmas o controlam. Eu olho para Alfred procurando uma resposta, mas ele só me dá um sorriso.

Mary continua: “A maior parte dos homens em nossa vila abandona a escola cedo para ajudar seus pais nos campos, em detrimento de sua educação.” Eu me viro para Alfred novamente. Ele responde com outro sorriso tímido.

Mary admite que nunca ouviu falar do movimento pelos direitos dos homens, mas acha que o sistema nunca irá mudar. Alfred mantém seu sorriso de Monalisa.

Quarenta minutos depois, eu ainda não ouvi nenhum comentário do marido de Mary. Peço a meu tradutor que faça uma pergunta simples diretamente para ele: O que ele acha do sistema matrilinear?

Há uma longa pausa. Depois do que parece ser uma eternidade, o silêncio finalmente é quebrado.

“Ele gosta”, diz Mary, e já é hora de ir.

BBC

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O medo israelense de um Irã nuclear

Em uma manhã fria em Jerusalém, o general americano Martin Dempsey entra na sala principal do Yad Vashe, o museu do Holocausto de Israel. Ao passar pela porta, ele tira seu chapéu militar em sinal de respeito e o substitui por um quipá judaico.

Um minuto depois, dizem a ele que pode voltar a usar seu chapéu. O general americano faz então uma discreta troca e deixa uma coroa de flores em memória dos seis milhões de judeus mortos no Holocausto.

É um ritual familiar. Cada visitante de Israel é levado ao Yad Vashen. A visita é forma de transmitir a mensagem central de Israel: o povo judeu certa vez foi quase destruído. O Estado deve se proteger contra ameaças parecidas no futuro.

Alguns em Israel acreditam que a ameaça hoje vem do Irã, assunto que o governo israelense quer discutir com Dempsey.

“Acredito que o Irã tem suas próprias ambições de reviver o Império Persa e eles gostariam de fazer isso assumindo o controle do Oriente Médio”, diz o vice-premiê de Israel, Silvan Shalon, em entrevista em seu escritório em Tel Aviv.

“Eles acreditam que uma arma nuclear é a única forma de se tornarem uma superpotência.”

Nas paredes de seu escritório há uma grande foto de Shalon entre dois ex-presidentes americanos, Bill Clinton e George W. Bush. Israel se orgulha de sua longa aliança com os EUA, mas os dois países têm diferenças notáveis sobre como interpretar a escala das atividades nucleares iranianas.

Alguns em Israel sugerem que o Irã tenta construir um arsenal nuclear. Mas o Pentágono discorda.

“Eles (o Irã) tentam desenvolver uma arma nuclear? Não. Mas sabemos que eles estão tentando desenvolver capacidade nuclear. E isso é o que nos preocupa. E nosso alerta vermelho ao Irã é este: não tente desenvolver uma arma nuclear”, disse o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, à CBS News em 8 de janeiro.

Shalon vê as ambições iranianas com menos subjetividade. Sua voz sobe de tom quando ele fala.

“Sabemos que os iranianos tentam desenvolver uma bomba nuclear e sabemos muito bem que eles vão fazer todo o possível para ter uma arma nuclear e acreditamos que deveríamos nos conscientizar disso e não discutir entre nós se eles têm esta intenção ou não.”

“É ridículo. O que deveríamos fazer é impedi-los.”
Mas como?

O chefe do gabinete militar, Benny Gantz, alertou recentemente que o Irã poderia esperar “acontecimentos não naturais” em 2012. Logo depois, ocorreu o assassinato de um cientista nuclear em Teerã por motociclistas não identificados.

O Irã acusa Israel de liderar uma campanha não declarada contra seu programa nuclear. Líderes israelenses preservam o silêncio sobre isto. Mas nos últimos meses, a discussão sobre um ataque militar contra o Irã aumentou a ponto de o governo precisar agora desmentir as especulações.

“A coisa toda está muito distante”, disse o ministro da Defesa, Ehud Barak, em 18 de janeiro.

“Nenhum de nós gostaria de uma opção militar”, declarou Silvan Shalon. “Mas obviamente Israel não pode viver com a ideia de que lunáticos como os do regime iraniano vão poder decidir se destroem ou não o Estado de Israel.”
Qual o tamanho do risco?

Mas nem todos em Israel acreditam que o Irã é uma ameaça tão grande. Martin van Creveld, historiador militar, afirma que Israel exagera os perigos representados pelo Irã.

“Somos muito autocentrados. Somos ensinados desde o início que o mundo todo nos odeia sem motivos e somos vítimas virtuosas. Esta é uma posição que os israelenses adoram e nos é muito útil”, diz ele.

Van Creveld fala de um pequeno escritório nos arredores de Jerusalém. Alguns dos 20 livros que eles escreveu ficam na prateleira acima de seu computador. Ele parece gostar de se opor a opinião reinante no país.

“O Irã é um país perigoso, mas não para nós”, diz ele. “Israel é longe e tem o que precisa para deter os iranianos se isto for necessário”, afirma.

O que aconteceria no Oriente Médio se o Irã se tornar uma potencial nuclear?

“Nada”, diz ele.

O historiador acredita que um Irã nuclear ajudaria a manter a paz no Oriente Médio, da mesma forma que as armas nucleares ajudaram a manter a paz entre URSS e EUA na Guerra Fria.

“Não acho que esta seja uma analogia válida”, diz Michael Herzog, que chefiava a divisão de planejamento estratégico do Exército israelense.

“Na Guerra Fria você tinha dois atores que eram cuidadosos sobre o que eles possuíam e havia um canal de comunicação entre eles”, afirma.

“Se o Irã tem uma arma nuclear sem estes canais de comunicação com Israel, dado o estado das relações entre os dois países, acredito que isto elevaria bastante as tensões e o potencial para uma crise nuclear.”

O pensamento comum em Israel é de que o Irã significa uma ameaça séria para sua sobrevivência. Mas há uma importante pergunta a ser feita ao seu vice-premiê.

Israel não é indefeso, mas tem um Exército poderoso e um arsenal nuclear não declarado. Um país precisaria ser suicida para atacar Israel, não?

“Este é sempre o problema que temos com amigos legais como vocês”, diz Silvan Shalon.

“Vocês pensam de uma maneira ocidental. No Oriente Médio, eles pensam diferente. Não combina. O que para você parece ilógico, para outros pode fazer sentido.”

BBC

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